DIA C DA CIÊNCIA – Tecnologias produzidas pelo IFRR são apresentadas à sociedade

por Antonio Evaldo Soares publicado 18/10/2018 11h20, última modificação 18/10/2018 12h44
Nesta edição, o evento buscou destacar a importância da ciência também para a redução das desigualdades sociais

Lenha que reduz o desmatamento, produção de alevinos que evita o desperdício de água e energia, melhorando a qualidade das hortaliças, software que racionaliza o funcionamento de concursos e vestibulares, esses e outros projetos de pesquisa do Instituto Federal de Roraima (IFRR), que já estão rendendo bons frutos à sociedade roraimense, puderam ser conhecidos na manhã desta quarta-feira, dia 17, na Universidade Federal de Roraima (IFRR), durante o Dia C de Ciência.

São ações desconhecidas por grande parte da população, que conhece muito mais o IFRR pelo ensino técnico do que pela pesquisa e pela produção de tecnologia que vem realizando no decorrer dos 25 anos de criação em Roraima.

Um dos projetos mais prestigiados no Dia C foi o de Aquaponia, que trabalha com várias frentes de sustentabilidade e aumento da qualidade de produtos, integrando a produção de peixes e hortaliças, impactando positivamente a vida dos produtores que sofrem na época de seca.

Nesse projeto, segundo os pesquisadores, além do ganho ambiental, com a redução do desperdício de água e energia, como ocorre na produção convencional de peixes em cativeiro, há um aumento do valor agregado aos produtos trabalhados, como as hortaliças, que não recebem inseticidas e que são enriquecidas com o que os peixes excretam, material que funciona como adubo.

“Em uma produção tradicional de peixes em cativeiro, são utilizados 700 mil litros de água para 10 incubadoras alimentadas por energia elétrica do sistema convencional. Nessa tecnologia, desenvolvida no Campus Amajari do IFRR, nós conseguimos utilizar 20 mil litros de água para a mesma quantidade de incubadoras, com a reutilização da água, que passa por uma recirculação e filtragem, com participação das hortaliças, e funciona com energia solar. Todo esse trabalho é integrado porque um ajuda o outro. As hortaliças ganham mais qualidade sem a utilização de adubos químicos, o impacto ao meio ambiente é bem menor e também os custos com abastecimento de água e energia”, explicou um dos pesquisadores, o engenheiro de pesca Lucas Comassetto.

Outro pesquisador, que ainda é estudante, mas que fez parte da produção da tecnologia de recirculação da água, é o acadêmico do curso superior em Aquicultura Antonio Adauto. Ele destacou a satisfação de poder apresentar algo que vai fazer diferença na vida dos produtores da região onde mora.

“Principalmente para regiões que sofrem muito com a estiagem nesse período, esse tipo e tecnologia vai ajudar muito os produtores, que não vão precisar parar de trabalhar por falta de água e vão poder produzir o ano inteiro”, observou Adauto.

O diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do IFRR, Vinícius Tocantins, destacou o trabalho que o instituto vem fazendo para a redução das desigualdades sociais, tema do Dia C deste ano, e, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento do estado com a produção constante de novas tecnologias e a transferência destas para a sociedade.

“O IFRR já atua nessa redução de desigualdades sociais, como instituição pública, dando oportunidade para que qualquer pessoa possa ter acesso aos nossos cursos, a uma educação de qualidade. Mas, além disso, desenvolve a pesquisa aplicada, que é colocar em prática o que é pesquisado e transferir isso para que possa continuar funcionando e servindo às instituições públicas e privadas voltadas para o público. Isso aumenta a competividade das empresas brasileiras, e a transferência de tecnologias melhora a vida da comunidade onde cada campus do IFRR está inserido, com a atuação de professores, técnicos e estudantes”, explicou Tocantins.

Segundo a diretora de Pesquisa da UFRR, Eweline Monteiro, coordenadora do Dia C da Ciência em Roraima, mais de 300 pessoas estiveram na segunda edição do evento, que também registrou um aumento do número de expositores e parceiros (no ano passado, só tinha o IFRR). Desta vez, nove instituições, entre públicas e privadas, passaram a acreditar mais na importância da ciência e investir com maior participação.

“Acreditamos no Dia C da Ciência não apenas como forma de divulgar o que a academia produz para a sociedade mas também como maneira de estimular o nascimento de novos pesquisadores, pois nossos visitantes, a maioria alunos, podem verificar a importância que a pesquisa tem para a população, nas mais diversas áreas, como agropecuária, indústria, meio ambiente, e muito mais, constatar o alto impacto social que ela produz”, destacou Eweline.

 

Sheneville Araújo
Fotos: Erick Vieira
Ascom/Reitoria
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