Aulas de campo – Campus Novo Paraíso recebe turma de mestrandos da UFRRJ

por Antonio Evaldo Soares publicado 04/08/2017 10h30, última modificação 22/08/2017 14h34
As atividades do mestrado ocorrem de 31 de julho a 4 de agosto de 2017 com aulas práticas na unidade e em propriedades da região sul do Estado de Roraima

Em continuação às atividades do Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola (PPGEA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a turma de 30 mestrandos, composta por docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR), começou, nesta segunda-feira, dia 31, no Campus Novo Paraíso (CNP), a quarta semana de formação do segundo módulo com intensas atividades de prática campo.     

As primeiras atividades do dia 31 ocorreram ainda no percurso para o CNP, logo na saída de Boa Vista, no distrito industrial. A turma visitou uma empresa de beneficiamento de arroz que já atua no mercado de Roraima há mais de 40 anos. Todos puderam acompanhar o processo de beneficiamento –  desde a descasca e a separação dos insumos e seus derivados até a embalagem e o embarque para comercialização.

Fotos: Antonio Evaldo Soares
Visita a Indústria de Arroz Faccio.

No início da tarde do mesmo dia, os mestrandos visitaram uma plantação de soja no Município de Iracema, à margem da BR-174, também no percurso para o CNP. Nessa propriedade, além das culturas de milho e soja, os proprietários estão trabalhando com braquiária para a recuperação do solo degradado e alimentação do rebanho bovino.

No segundo dia, já no CNP, no período matutino, a aula foi realizada na trilha ecológica do campus. O professor Carlos Matos, da unidade, que é engenheiro agrícola, mostrou o relevo, o tipo de solo e as variedades de espécies encontradas nessa área. No período da tarde, no laboratório de Agroindústria, o professor Braulio Carvalho, também do CNP, apresentou à turma o resultado de uma pesquisa desenvolvida por ele com o auxílio dos alunos, a qual deu origem ao primeiro pedido de patente do Instituto federal de Roraima. Trata-se de lenha ecológica em forma de briquete, uma mistura de resina de breu com resíduos orgânicos, de alto teor calorífero.

Também foi visitada uma propriedade que está desenvolvendo uma indústria de biodiesel à base de dendê, a qual entra em operação ainda este ano. As atividades da semana continuam até a sexta-feira, dia 4, com visitas a propriedades que gentilmente abrem as porteiras e recebem com cortesia a turma do mestrado.

A mestranda Ada Raquel, pedagoga do CNP, falou da satisfação de participar da semana de formação na unidade onde trabalha. “Participar do programa de mestrado é um incentivo muito grande. É um retorno que a instituição está me dando em relação ao trabalho que desenvolvo e, claro, no sentido também da minha formação, que envolve tanto o lado profissional quanto o pessoal, porque um mestrado como este, que tem um olhar para a educação rural, traz uma percepção diferenciada dos outros programas de mestrado. Por isso me sinto muito, muito honrada em estar aqui com toda a turma e com os nossos professores”, disse.

Fotos:
Fotos: Antonio Evaldo Soares ( Nenzinho Soares)

 Para o diretor do Campus Novo Paraíso, Eliezer Nunes, receber pela primeira vez uma turma de mestrandos de uma universidade como a UFRRJ é motivo de orgulho e cria expectativas positivas. “Esse mestrado nos deixa orgulhosos e cheios de expectativas porque o foco dele é o mesmo com que nós trabalhamos, que é a educação agrícola. Isso faz ampliar a nossa responsabilidade de avançar cada vez mais e proporcionar mais conhecimento aos servidores e aos docentes. Esse investimento que fazemos na qualificação dos servidores nos dá um retorno imediato. Esta  semana que ocorre aqui já é um retorno não só para o campus, mas também para o entorno como um todo por conta das visitas às propriedades e às empresas”, relatou.

O professor João Batista Rodrigues de Abreu, vice-coordenador do PPGEA e coordenador da semana de formação, declarou que as atividades são planejadas para essa vivência prática dos mestrandos. “Então, ter contato com a produção animal, vegetal, agroindústria e com um modelo de produção familiar rural, como ocorreu em uma das visitas que fizemos, além de desenvolver essas práticas próximo da instituição onde os mestrandos trabalham, tem esse viés do despertar para o que pode ser desenvolvido no local, para a vivência prática do ensino agrícola com a transversalização do ensino. Esse é o principal enfoque da nossa semana”, finalizou.

Colaboram com a semana de formação os professores Cristóvão Junior, do Instituto Federal do Amazonas/Campus Zona Leste,  que ministra aulas sobre Sistemas Agroflorestais e Produção Agrícola na Amazônia, e  Argemiro Sanarvia, médico veterinário e especialista em sanidade animal e doenças infecciosas.

 

Antonio Evaldo Soares (Nenzinho Soares)
Ascom/ Reitoria
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